Oi gente, boa noite!
Voltamos a postar direto de casa, agora em Port Coquitlam! A casa é uma delícia apesar do clima total de acampamento, e justo dessa vez que eu acreditava que conseguiria deixar tudo pronto no mesmo final de semana, já que ganhamos muito mais espaço, mas aí sempre rola uma surpresinha e…
Sexta-feira, véspera do grande dia, todos exaustos com a semana intensa, jantamos, tomamos banho e vamos para a cama cedinho. Na primeira mamada da noite, quando o Ben me chama, ele está ardendo em febre, quase 39 graus! Ligamos para o serviço de enfermagem, mas a moça diz que ele é muito novinho para simplesmente dar um anti-térmico, temos que ir para o hospital… e lá permanecemos por umas 5 horas, até chegarem à conclusão de que eu estava certa e era uma gripe que ele pegou do pai, que estava maus a semana inteira, já se recuperando. Sábado amanhecemos os dois absolutamente acabados. Mas é dia de mudança! Como faz? Conta-se com os amigos que apareceram para dar, literalmente, aquela força! Eu e Benjamin passamos o dia na casa vazia, num colchão de solteiro, para não passar o vírus para ninguém e não ficar empacando no meio da confusão. Um dos dias mais longos da minha vida!
Mas a mudança foi um sucesso, graças à Érica, Wagner, Luisa, Alexey, Cynthia, Soraia, Fabiana e Pedrão, que, aqui no Canadá passou a ser o responsável por essas grandes aventuras da família. Eu sempre soube que com o nascimento do Benjamin muita coisa mudaria, eu não sabia era que tudo, mas tudinho mesmo, seria diferente.
E tudo isso acontecendo uma semaninha depois de nossa volta do Brasil que foi um inferno, diga-se. Não que nada tenha dado mais errado do que pode ser uma viagem de um dia inteiro com um bebê de quase 6 meses que pesa 11 kilos no seu colo, simplesmente é tão absolutamente horrível como soa e ponto final. Dessa experiência surgiram algumas regras na família: 1. Para o Brasil novamente apenas quando o Benjamin puder carregar suas próprias malas; 2. Qualquer outra viagem da família antes disso terá que ser para qualquer lugar distante apenas um vôo daqui e com duração máxima de 8 horas - não que estejamos planejando nada, mas é bom deixar as regras no mural desde já para que nenhuma sombra de esquecimento nos faça incorrer no mesmo erro.
Como arquiteta e pessoa orientada ao detalhe que sou, tem sido enlouquecedor lidar com os pequenos detalhes mal feitos da casa. Não é para ser uma casa de luxo, mas é uma casa novinha em folha e fazer bem feito na primeira vez custa o mesmo que fazer mal feito e o pior de tudo é ter que ouvir as desculpas esfarrapadas dos contractors como se eu não soubesse do que estou falando. Para alguns já soltei o verbo e disse que eu FAÇO esse trabalho e por isso sei como pode/deve ficar e que não me venham com bull shit. E assim sigo fazendo amigos.
Para o apartamento já temos inquilinos. Ainda ficaram umas coisinhas por lá e agora temos que fazer uma bela faxina e consertar uns probleminhas para liberá-lo. Eu adoraria fazer tudo eu mesma, mas no cenário atual isso não parece possível. Enfim.
Ter mudado para um ambiente que é o dobro do anterior me levou a duas constatações: 1. As coisas do Benjamin continuam ocupando todos os lugares, e; 2. Continuamos tropeçando no Tuco sempre que estamos carregando alguma coisa. Ou seja, já nos sentimos em casa.
Morar numa casa com escadas e com um bebê requer um nível de planejamento nunca antes imaginado. É preciso fazer um check list cada vez que temos que subir ou descer por qualquer motivo, e agora no início ainda tem tudo o que precisamos colocar no lugar, então nenhuma viagem pode ser desperdiçada! Hoje a arrumação deu uma boa evoluída, mas ainda tem muita tranqueira esparramada… e pensar que há dois anos e meio, quando nos mudamos da caverninha para o apto em Toronto, fizemos a mudança em um Honda Civic! Dessa vez alugamos um caminhão de 5 metros de comprimento e não foi suficiente!! Cacilda!
Bem, gente, o ritmo agora por aqui é esse, tudo de vagar e sempre. Meu maior desejo agora é só ter que pensar em mudança novamente quando o Ben puder ajudar a carregar caixas (mais ou menos na mesma época da próxima ida ao Brasil), mas sabemos que nem vale a pena desperdiçar estrela cadente com um pedido desses e pensar nisso é mera tortura. Vamos vivendo um dia de cada vez, a receita do sucesso.
Sexta agora nosso garoto completa 6 meses de vida, hora de começar a pensar na introdução de alimentos sólidos, estou apostando que vai ser divertido.
Hoje o post fica sem fotos. A casa está uma zona, o Benjamin de nariz escorrendo… ou seja, fica prá próxima.
Beijo grande a todos e tenham uma excelente semana!
Gra
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