Tuesday, 28 January 2014

Em casa

Oi gente, boa noite!

Voltamos a postar direto de casa, agora em Port Coquitlam! A casa é uma delícia apesar do clima total de acampamento, e justo dessa vez que eu acreditava que conseguiria deixar tudo pronto no mesmo final de semana, já que ganhamos muito mais espaço, mas aí sempre rola uma surpresinha e…

Sexta-feira, véspera do grande dia, todos exaustos com a semana intensa, jantamos, tomamos banho e vamos para a cama cedinho. Na primeira mamada da noite, quando o Ben me chama, ele está ardendo em febre, quase 39 graus! Ligamos para o serviço de enfermagem, mas a moça diz que ele é muito novinho para simplesmente dar um anti-térmico, temos que ir para o hospital… e lá permanecemos por umas 5 horas, até chegarem à conclusão de que eu estava certa e era uma gripe que ele pegou do pai, que estava maus a semana inteira, já se recuperando. Sábado amanhecemos os dois absolutamente acabados. Mas é dia de mudança! Como faz? Conta-se com os amigos que apareceram para dar, literalmente, aquela força! Eu e Benjamin passamos o dia na casa vazia, num colchão de solteiro, para não passar o vírus para ninguém e não ficar empacando no meio da confusão. Um dos dias mais longos da minha vida!

Mas a mudança foi um sucesso, graças à Érica, Wagner, Luisa, Alexey, Cynthia, Soraia, Fabiana e Pedrão, que, aqui no Canadá passou a ser o responsável por essas grandes aventuras da família. Eu sempre soube que com o nascimento do Benjamin muita coisa mudaria, eu não sabia era que tudo, mas tudinho mesmo, seria diferente.

E tudo isso acontecendo uma semaninha depois de nossa volta do Brasil que foi um inferno, diga-se. Não que nada tenha dado mais errado do que pode ser uma viagem de um dia inteiro com um bebê de quase 6 meses que pesa 11 kilos no seu colo, simplesmente é tão absolutamente horrível como soa e ponto final. Dessa experiência surgiram algumas regras na família: 1. Para o Brasil novamente apenas quando o Benjamin puder carregar suas próprias malas; 2. Qualquer outra viagem da família antes disso terá que ser para qualquer lugar distante apenas um vôo daqui e com duração máxima de 8 horas - não que estejamos planejando nada, mas é bom deixar as regras no mural desde já para que nenhuma sombra de esquecimento nos faça incorrer no mesmo erro.

Como arquiteta e pessoa orientada ao detalhe que sou, tem sido enlouquecedor lidar com os pequenos detalhes mal feitos da casa. Não é para ser uma casa de luxo, mas é uma casa novinha em folha e fazer bem feito na primeira vez custa o mesmo que fazer mal feito e o pior de tudo é ter que ouvir as desculpas esfarrapadas dos contractors como se eu não soubesse do que estou falando. Para alguns já soltei o verbo e disse que eu FAÇO esse trabalho e por isso sei como pode/deve ficar e que não me venham com bull shit. E assim sigo fazendo amigos.

Para o apartamento já temos inquilinos. Ainda ficaram umas coisinhas por lá e agora temos que fazer uma bela faxina e consertar uns probleminhas para liberá-lo. Eu adoraria fazer tudo eu mesma, mas no cenário atual isso não parece possível. Enfim.

Ter mudado para um ambiente que é o dobro do anterior me levou a duas constatações: 1. As coisas do Benjamin continuam ocupando todos os lugares, e; 2. Continuamos tropeçando no Tuco sempre que estamos carregando alguma coisa. Ou seja, já nos sentimos em casa.

Morar numa casa com escadas e com um bebê requer um  nível de planejamento nunca antes imaginado. É preciso fazer um check list cada vez que temos que subir ou descer por qualquer motivo, e agora no início ainda tem tudo o que precisamos colocar no lugar, então nenhuma viagem pode ser desperdiçada! Hoje a arrumação deu uma boa evoluída, mas ainda tem muita tranqueira esparramada… e pensar que há dois anos e meio, quando nos mudamos da caverninha para o apto em Toronto, fizemos a mudança em um Honda Civic! Dessa vez alugamos um caminhão de 5 metros de comprimento e não foi suficiente!! Cacilda!

Bem, gente, o ritmo agora por aqui é esse, tudo de vagar e sempre. Meu maior desejo agora é só ter que pensar em mudança novamente quando o Ben puder ajudar a carregar caixas (mais ou menos na mesma época da próxima ida ao Brasil), mas sabemos que nem vale a pena desperdiçar estrela cadente com um pedido desses e pensar nisso é mera tortura. Vamos vivendo um dia de cada vez, a receita do sucesso.

Sexta agora nosso garoto completa 6 meses de vida, hora de começar a pensar na introdução de alimentos sólidos, estou apostando que vai ser divertido.

Hoje o post fica sem fotos. A casa está uma zona, o Benjamin de nariz escorrendo… ou seja, fica prá próxima.

Beijo grande a todos e tenham uma excelente semana!

Gra

Wednesday, 8 January 2014

O lado bom da vida - direto de Floripa

Boa noite gente!

Mais uma noite de trabalhos no computador, dessa vez um encontro bem mais produtivo e bem menos estressante, acho que o AutoCad estava querendo me dar um reality check ontem e meio que se vingar por eu ter passado tanto tempo longe. Graças à maravilhosa Leandra Nascimento, surgiu a idéia/informação de que talvez eu não precise traduzir absolutamente tudo do projeto, mas apenas as informações referentes à prancha (conteúdo, tema etc.) e se for isso mesmo o trabalho vai ficar bem mais fácil.

Ontem cansei antes de escrever tudo o que queria e fiquei pensando em coisas legais que rolaram por aqui e que eu gostaria de deixar registrado.

Primeiro, ainda no tema da arquitetura, eu gostaria de falar que fui visitar minha super amiga Cynara em sua nova casa e, gente, que casa! Coisa mais linda de se ver e viver! Ela e o Estevão têm uma construtora aqui em Floripa e há muito planejavam a construção da casa dos sonhos e ficou maravilhosa! O projeto é do irmão da Cy, o Fernando. Sei que a essa altura vcs devem estar curiosos e que vão me xingar muito quando eu disser que não tenho fotos... não tirei... o dia foi tão, mas tão, mas tão bom por lá que nem lembrei de parar para tirar fotos. Falei para a Cy que a casa está de revista e vou pedir para que ela tire umas fotos para me passar e se isso acontecer eu coloco aqui para vcs verem. o engraçado é que eu estava chegando a pé na rua da casa e avistei aquela torre colonial e pensei: "Que lindo! Bem que podia ser a casa da Cy pois eu adoraria ver essa casa por dentro!" And guess what? Era a casa! Com um projeto estrutural de tirar noites de sono do calculista para entregar um piso térreo super amplo e sem pilares visíveis, de arrepiar! E foi nesse ambiente lindo que ainda encontrei com as queridas Ju e Patsy que conseguiram um tempinho para aparecer e me proporcionar um encontro delicioso. Amei! Dia perfeito!

Lá na casa deles aprendemos uma coisa muito legal que o Estevão está fazendo para os dois filhos deles (Marina e Vicente) e adoramos, e o Pedro até já começou a fazer e fica aqui como sugestão para os pais de plantão: o Estevão escreve cartas para cada um dos dois, com fotos, contando momentos especiais que eles vivem, coisas do dia-a-dia mesmo, aí ele imprime e encaderna por ano, para que um dia eles possam ler e dar risadas das boas histórias que viveram. Adoramos! E o papai Pedro já pôs mãos à obra! Quem aí se habilita?

Outro encontro memorável foi com a Lê Loira :) ou Letícia Butzke e sua trupe. A Lê tem dois filhinhos lindos, o Erick, que deve ter uns 4 anos, que eu conheci recém nascido antes de nos mudarmos para o Canadá, e o Ralf, que nasceu 20 dias antes do Benjamin e cuja foto no meu Facebook quase matou minha mãe do coração, pois a louca D. Ju chegou a acreditar que o Ben teria nascido e ninguém teria contado para ela... Mas o que tornou esse encontro tão especial além do fato em si, foi eu e Lê sentadas em um banco em plena Praça XV de Novembro dando de mamar para nossos respectivos bebês em meio a grupos imensos de turistas que passavam por lá para checar a decoração de Natal - que estava muito bonita, diga-se -, simplesmente como duas mães que somos hoje. E a Lê ainda falou: "Será que se há 15 anos, se alguém nos dissesse que um dia estaríamos aqui, em plena praça, amamentando as crias, juntas, nós acreditaríamos?" :) Acho que não, mas lá estávamos nós, e foi massa! E só para constar, Lê, nos conhecemos há quase 20 anos! Eita!!

E o Ben? Ben tá ótemo!! Andei preocupada com ele, achei que ele tinha emagrecido. Na verdade achei que ele tinha derretido um tanto. No final de semana eu reparei que ele tinha dado uma afinada e quase fiquei preocupada, mas aí minha mãe teve a idéia de medirmos o garoto para ver se ele tinha crescido, pois um dia antes de viajar ele tinha ido ao médico que tinha dito que ele estava com 70cm. Como ele está passando por um pico de crescimento, achei que valia a pena checar, e não é que o menino cresceu quase 4 cm desde que viemos para cá? E ainda engordou! Já passa dos 10kg. Tá um fofo! Confiram aí:



Ele está super firminho sentado e hoje já conseguiu ficar na posição de engatinhar. Ontem a perna da frente ficava com o pé preso e ele se irritava e caía, hoje já soltou o pé, mas não sabia o que fazer a seguir, aí cansava e deitava no chão :) O piso de madeira da casa nova vai ficar desde sempre bem limpinho com essa figurinha se arrastando por todos os lados sem parar! Ai que canseira! :)

Hoje pela manhã, enquanto eu lavava o lençol do berço, deixei ele sentado no cadeirão atrás de mim e quando me virei, a Teca, a cachorra da minha mãe, estava em pé apoiada na cadeira e lambendo ele todo, e ele semi jogado para fora, na direção dela, curtindo as lambidas, e foi tudo, pé, mão, rostinho... dá-lhe vitamina S!!

Super tarde! Gente, preciso dormir! Bjo para todos! E para despedir, deixo o link de um vídeo que minha cunhada Laura mandou sobre a desventura que pode ser viver no Canadá, vale a pena assistir! Cliquem aqui.

Bjo, bjo.

Gra

Tuesday, 7 January 2014

Sempre pode ficar pior... - direto de Floripa

Boa noite gente!

Quase onze horas da madrugada :) e eu aqui, cansadona, tentando baixar a adrenalina de lidar novamente com o AutoCad. Fatal Error depois de horas de trabalho causa a mesma dor não importa quanto tempo vc tenha passado longe...  Sempre pode existir algo mais chato para se fazer na vida, traduzir projeto em plantas no AutoCad está aí para me lembrar disso. Por hoje chega.

Com o calor de matar e o friozinho do final de semana, quem acabou dando erro foi o Pedro Paulo. Tá com febre desde sexta, dor no corpo, sintomas de sinusite e dor de ouvido. Agora à noite passou a achar que a dor é em um dente lá no fundo... Amanhã é um novo dia e veremos a próxima versão dos acontecimentos. Essa noite ele vai dormir sozinho em outro quarto para fugir do ar condicionado.

Hoje me senti ainda mais peixe fora d'água por aqui. Trabalhando nos documentos para a validação do meu diploma de arquitetua, lembrei que seria uma boa reconhecer o diploma do curso de Administração também, just in case, pois ao menos um curso superior eu posso provar mais facilmente. Liguei para a universidade onde me formei, aqui em Floripa, onde sempre me senti super em casa - para vcs terem uma idéia, ao invés de escrever universidade eu estava escrevendo escola - a ESAG (Escola Superior de Administração e Gerência), com escola no nome, sempre foi um lugar pequeno e aconchegante, onde todos conhecem todos... bem, foi... Em dezembro passado completei 14 anos de formada e ao que parece as coisas pela ESAG também mudaram bastante.

Sempre fui mimada pelos professores e funcionários da escola. O Dilmo, funcionário ranzinza mais que exemplar da Secretaria, sempre soube meu nome decor. Mesmo anos depois de formada, ao ligar lá eu dizia: "Oi Dilmo, é a Graciana." E ele: "Graciana Vianna Torres!" :) Hoje, então, liguei lá para saber se seria possível eu conseguir uma cópia do meu histórico ainda essa semana para que eu pudesse traduzí-lo e pedir para a escola carimbá-lo para eu levar tudo pronto para casa onde eu enviaria ao órgão que faz o reconhecimento. Atende uma Priscila, que me diz que o Dilmo está de férias e que não, não dá para emitir um histórico em 4 dias úteis e que também não, eles não poderiam carimbar nenhum documento que não fosse emitido pela escola e que não, não teria ninguém lá para assinar o histórico para mim e que não... desliguei o telefone arrasada, acho que nunca antes eu tinha ouvido tantos nãos da escola, nem somando os cinco anos que estudei lá! Senti que tinha ficado órfã. Mais um vínculo que se foi.

Falando no que se foi, tenho que falar sobre os comentários do último post. Achei engraçadas algumas observações. Primeiro quero dizer que esse blog tem algumas funções para mim. A primeira delas é servir de terapia. Para mim funciona como uma catarse, escrevendo eu exteriorizo pensamentos e isso me ajuda a organizá-los, por isso escrevo. Por exemplo, agora, quando terminei de escrever sobre a ESAG me dei conta de que uma frase que a menina falou foi a que mais me incomodou: "Vc se formou há muito tempo, suas informações não são de fácil acesso." Saber que faz muito tempo eu sei, para mim soou como cai fora ô dona, vc não faz mais parte da tchurma! Acho que amanhã pela manhã já conseguirei rir disso.

Bem, a segunda função é servir de registro dos acontecimentos para mim mesma, e agora para meu filho. Não fiz para ele aquele livrinho onde o povo da minha geração tem um cachinho de cabelo guardado dentro de um envelopinho para lembrar o primeiro corte de cabelo. Até vi umas opções em algumas livrarias mas não me empolguei. Estou numa fase de desapego material e achei que seria só mais uma coisa para carregar pelo resto da vida e acho mais legal a informação como lembrança. Na teoria, o que escrevo aqui estará para sempre disponível para mim e para o Benjamin caso algum dia ele queira saber como era a nossa vida quando ele nasceu.

A terceira é servir como fonte de rápido acesso para amigos e familiares que tenham interesse em saber o que está rolando com a gente em terras distantes. Aqui escrevo para mim e para todos os que queiram ler. mando emails para algumas pessoas também, mas aqui pode-se ler o grosso do que está acontecendo sem eu ter que ficar repetindo de um a um.

Resumindo: é um livro de recordações onde coloco o que sinto naquele momento. Eu mesma já me peguei discordando do que eu escrevi quando reli alguns posts antigos, mas o ponto fundamental é: não escrevo para ninguém concordar ou discordar, escrevo para registrar. E qual não foi minha surpresa quando pessoas que praticamente nunca se manifestam ou mandam notícias ou ligam ou sequer mantinham ou mantêm laços próximos de amizade comigo, num rompante de patriotismo fajuto, vieram me dar lição de moral sobre o quanto o Brasil é bom e como são felizes vivendo aqui e como eu não devia falar mal e mais um monte de bobajadas por conta do que eu escrevi no MEU blog sobre o que EU estou vivendo nesse momento ao retornar ao país. Então eu digo: "não gosto de tomate" e a pessoa vem dizer: "vc está errada, eu gosto de tomate, é uma delícia!" E o que tenho a dizer é: não te perguntei nada. Abro meu Facebook todos os dias e só o que vejo é o povo no Brasil reclamando do trânsito, e do calor, e da internet que não funciona, e do celular que não dá sinal e da falta d'água, mas eu, que já vivi tudo isso mas  hoje moro fora desse inferno não posso dizer o quanto as coisas estão ruins. Faz favor, né!

Acho ótimo que as pessoas sejam felizes vivendo como e onde vivem. Tem gente que vive feliz em todo lugar, até na Síria ou no Afeganistão ou aqui no Brasil. Ótimo para vc. Eu vivi feliz no Brasil por muito tempo e depois muita coisa ficou ruim e eu resolvi que era hora de procurar outros ares. Viajei por muitos anos conhecendo outros lugares porque sabia que encontraria um onde eu me sentiria mais em casa, e achei! Bom para mim. Vc é feliz onde está? Bom para vc. Crie um blog e fale sobre isso.

Achei legal que pessoas se manifestaram falando de outros lugares do Brasil onde os problemas que estão me incomodando não existem. O problema é que Brasil, para mim, desde o momento em que fui morar no Canadá, se resume em Rio/Niterói/Floripa, cidades onde mantenho vínculo com amigos e parentes, por onde a passagem é obrigatória. Turismo por outros lugares já fiz muito, mas acho difícil fazer uma viagem tão longa para ainda ir a outros lugares ao invés de ficar perto das pessoas que sinto tanta saudade.

Comecei a escrever para acalmar e estou é ficando nervosa ao lembrar dessas coisas, acho melhor é ir dormir!

As idéias começaram a ficar embaralhadas e vejo aqui pelo monitor que o Benjamin já começa a ficar agitado e deve acordar logo para mais uma mamada. Vou dormir com as roupas e as armas de Jorge para que a insônia não me alcance por mais uma noite.

Bjo, bjo.

Gra

Friday, 3 January 2014

Feliz 2014! Primeiro post do ano, e direto de Floripa!

Bom dia gente! Feliz 2014! Espero que todos tenham se divertido muito nas festas de final de ano e estejam muito bem dispostos para começar 2014.

Devo dizer que para mim as festas não foram das melhores. Sintetizando: vir para o Brasil, sem sombra de dúvidas, foi a pior idéia que tive nos últimos 3 anos pelo menos! Minha promessa de ano novo foi: nunca mais colocarei meus pés no Brasil de outubro a março. Horror é uma palavra que traduz bem o que é estar aqui nesse calor infernal depois de três anos sem saber o que é isso. Peço desculpas ao Benjamin todos os dias por tê-lo colocado nessa situação. O pobre sua tanto! Visivelmente já emagreceu. Sair com ele para qualquer coisa dá dó, colocamos no carrinho porque temos a impressão de que é mais fresco mas mesmo assim, em poucos segundos, o pobrezinho já está encharcado.

E o trânsito, minha gente? E o trânsito em Florianópolis? Se eu disser que é um inferno é capaz de ser processada pelo coisa ruim por difamação! Vive-se tentando adivinhar qual horário será menos torturante para ir de um lugar a outro, e o mais inacreditável: as pessoas continuam indo à praia todos os dias e voltando para casa e contando sobre as horas que ficaram paradas na estrada embaixo de um sol torturante para "curtir" uma prainha... Aqui na minha mãe, todos os dias, tenho esse tipo de relato: minha irmã contando quantas milhares de horas levou para ir do Campeche à Lagoa (da casa dela para a loja onde trabalha) ou meu primo de São Paulo, que está hospedado aqui na minha mãe, que vai todos os dias à praia mesmo sabendo que ficará horas cozinhando no carro para curtir alguns minutos na areia escaldante e lotada, uhuuuuu, é muita curtição! Bem, o fato de ter visita aqui na minha mãe enquanto estamos aqui será tema de um próximo post que dedicarei exclusivamente para tratar dessas visitas de verão que sempre, eu digo SEMPRE, rolaram aqui na casa dela e que eu sempre, SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE, odiei e continuo odiando e achando o fim da picada.

Resumindo: cinco semanas no Brasil é algo que nunca mais acontecerá enquanto eu tiver forças para emitir minha opinião nessa vida.

É a luz que acaba a toda hora, água que falta, mosquito de sobra que acabaram com meus tornozelos já nos primeiros dias de viagem - bem, ao menos eles me atacaram e pouparam o pequeno Ben. Gente, na boa, e o preço das coisas? De tudo. De comida a fraldas. Tudo um absurdo! Impraticável! Um amigo no face fez uma piada sobre o prêmio da mega sena:

- O que vc vai fazer com o prêmio?
- Vou comprar um apto em Icaraí. (Zona nobre de Niterói para quem não conhece)
- E o resto?
- O resto eu financio.

Aqui em Floripa, no comércio do centro, tudo gira em torno de R$100. Ganhei um presente da minha mãe que não me serviu e fui trocar. A peça era modelo único, então eu teria que escolher outra coisa. Perguntei à vendedora quanto era para saber o que escolher e ela me disse R$88. Pensei que era muito caro e que eu trocaria por peças de menor valor. Surprise! Só tinha um vestido de malha que me servia que custava R$110!! Nem lembro qual a última vez que tinha comprado algo para mim com três dígitos no preço!

É claro que tem sempre algo de bom e rever as pessoas queridas é a melhor parte! Tenho tido momentos maravilhosos de excelentes bate-papos regados a muitas risadas e boas memórias e isso faz toda a falta em terras distantes. Quem dera ter uma varinha mágica para levar todos comigo! :)

Benjamin completou 5 meses e desabrochou em várias novas fofurices. Já senta sozinho, brinca muito, fala mais ainda. Ao acordar, já se vira de bruços para poder nos localizar da sua caminha e já ajuda muito na hora das trocas, treinando os pais para a prática de desarmamento de bombas em condições extremas. Tem curtido muito os banhos na piscininha e na banheira onde já passa longos minutos curtindo brinquedinhos. Passa o dia todo só de fralda, o que ajudou no fortalecimento de sua amizade com os dedos dos pés. Um fofo, um querido, super companheiro sem choros ou reclamações.

Já tentamos registrá-lo em duas idas ao cartório, o clássico das informações desencontradas ainda não permitiram finalizar o processo, mas na segunda, dia 06, vamos tentar novamente.

No mais, muita saudade de casa. Não vejo a hora de voltar e reunir os amigos para ajudar na mudança! Hahahahahahahahahahaha

Grande beijo a todos. Feliz 2014 com padrão Fifa!

Gra