Monday, 23 September 2013

Sete semanas

Oi gente!

Isso mesmo, sete semanas e parece que foi ontem e falando em ontem, só ontem me dei conta de que o Benjamin não se parece mais com um recém nascido, talvez porque não seja mais... sei lá... quando deixa de ser? Ele está enorme, falante (longos discursos pela manhã, acorda super de bom humor), a pele já não tem as bolinhas vermelhas feinhas, o cabelo se foi e já está de volta na cabeça toda, apesar de beeeeeeeem fininho e por fim, ele está pesando algo perto de uma tonelada.

Já não sinto tantas dores, só algumas :) Ser mãe é sentir dor, tipo atleta, a dor está sempre lá. Assim que ele nasceu era a cesárea. Aí, em alguns dias, os mamilos. Ah, os mamilos! E mais uns dias as articulações dos braços, principalmente os pulsos - enquanto isso a dor da cesárea continua lá. Somando a tudo isso vem o fato de não dormir, aí os olhos começam a arder o tempo todo.

A maior parte dessas dores já se foram e agora fui apresentada a outras... O que é a dor nas costas? A dor inicial nos mamilos foi embora, mas aí meu pequeno me presenteou com sapinho! Dá na linguinha dele e passa para o mamilo e este começa a arder e vc passa a sentir como se tivesse levando choques no seio principalmente depois das mamadas. Fora isso, tá tudo beleza! :)

Mas isso foi escrito na semana passada! :) Agora estamos prestes a completar 8 semanas! O menino nem sempre permite que eu finalize o post na hora que bem entendo e só agora pude voltar.

O outono chegou com tudo! Chuva e frio delicinhas! Eu estava com saudade. #prontofalei

Hoje, dia 23, é o aniversário de uma pessoa muito especial que eu amo de paixão, minha super best friend forever Cynarex!! Linda de viver!! Que saudade!! Nem acredito que nos encontraremos em poucos meses!! Muitas felicidades, muita saúde! Tudo de melhor na sua vida sempre! E que nesse próximo ano a gente possa se encontrar e ter algumas horinhas de papo furado :) Um desejo/pedido super humilde, mas super necessário! :) Sucesso amiga!

Gente, esse final de semana ficamos trancados em casa por motivo de força maior. É inacreditável, mas apenas um dos elevadores do prédio estava funcionando! E o melhor: não tem como usar a escada para voltar para o apto, é tudo trancado... ou seja, o jeito foi ficar em casa. A geladeira está cheínha de ar polar :)

Olhem aí o pequeno. Adora ficar no sling, pega no sono quase instantaneamente, aí é só "despejar" no berço:




Mas tá duro para dormir à noite... de ontem para hoje eu despejei o Pedro da cama para deixá-lo dormindo ao meu lado... cada vez que eu o colocava no berço não durava nem meia hora. Não sei se ele está estranhando o berço, pois até semana passada ele dormia no moisés, mas está muito grande para dormir na cestinha e tive que passá-lo para o berço e agora acho que ele pensa que é um lugar grande demais para se dormir :) Na cama, comigo, dormiu bem melhor. Quem não dormiu nadinha fui eu, com medo de sufocá-lo... mas, VAI PASSAR! VAI PASSAR! VAI PASSAR!

Daqui a duas semanas o Pedro vai viajar e passar uma semana fora e aí seremos nós três: eu, Ben e Tuco - e o bicho vai pegar! :)

Gente eu tinha pensado em escrever tanta coisa, mas minha cabeça é um imenso vazio, não consigo lembrar de nada... preciso dormir. Benjamin deixa a mãe dormir!!

Beijos e tenham uma ótimas semana!

Gra

Monday, 9 September 2013

Fim da quarentena

Oi gente, bom dia!

Aviso aos navegantes: esse post vai ser longo... tão longo quanto o Benjamin permitir :)

Hoje completamos 40 dias do nascimento do pimpolho. Acabou a temporada de visitas dos avós e agora é hora de construirmos os novos eixos no qual apoiaremos nossa nova rotina. E que rotina!

As 3 primeiras semanas foram muuuuuuito fáceis. Eu ficava pensando: "Mas de que trabalho e cansaço o povo reclama tanto?" Ele mamava em intervalos de até 4 horas e eu dormia bem, gente, a parte do sem dormir é a pior, sem dúvida! Fico sem comer, sem ir ao banheiro, sem tomar banho, mas sem dormir é de matar! Aí a partir da 4a semana o garotão resolveu que era hora de mandar bala nas mamadas e entrou no que aqui chamam de cluster feeding, que num bom português seria: mamar sem parar, sugando absolutamente toda a energia da mãe e a deixando insana. Essa fase deveria acabar agora pela sexta semana, mas não tenho muita fé nessa possibilidade. O fato é que o moleque não está para brincadeira e engordou 1 kg no primeiro mês, além de espichar 9cm! É um tourinho!

Aprendeu a sorrir na semana passada e adora ficar jogando charminho :) A midwife falou que é um estímulo que vem do instinto de preservação que ele carrega, tipo: "Sei que estou dando um trabalho da porra, mas sou um cara legal e charmozinho, continue com seu trabalho, vc está indo bem." E funciona! De madrugada, quando ouço que ele está acordando, às vezes tenho vontade de chorar... mas aí chego no berço para pegá-lo e ele abre o sorriso... covardia!

Algumas noites são melhores que outras e ainda mantenho a fé de que depois do terceiro mês tudo melhora, ao menos é  que dizem as mães com mais experiência e todos os livros e sites sobre o assunto.

Bem, depois de todo esse tempo, acho que é hora de contar a experiência do meu parto. Agora tá tudo mais digerido e acho que ao escrever o que aconteceu vou conseguir encerrar esse capítulo de uma vez por todas.

O Benjamin nasceu dia 31 de julho, uma quarta-feira. Na segunda-feira anterior comecei a sentir cólica forte e contrações e achei que tinha chegado o momento. Passei a manhã inteira caminhando no quarteirão para ajudar no trabalho de parto, mas à partir da hora do almoço as dores foram diminuindo até sumirem de vez. Frustrante. Na terça de manhã eu já tinha uma consulta com a midwife e fui lá ver o que estava acontecendo. Pela primeira vez ela fez um exame ginecológico e tentou toca o cérvix para entender o cenário. Digo tentou porque o cérvix ainda estava super alto, o que acendeu uma luz amarela para ela, pois eu já estava de 41 semanas, havia sentido dores e mesmo assim o quadro não havia evoluído nadinha.

Deixa eu abrir um parênteses aqui para explicar uma outra situação. Nosso plano era não só o parto natural, mas um parto natural em casa, onde eu até já tinha uma banheira inflável montada na minha sala só aguardando a hora certa para receber água quente e eu poder relaxar e trabalhar na chegada do menino.

Voltando à midwife: ela não gostou do que viu e sugeriu que eu fosse ao hospital fazer um monitoramento do bebê e um ultrassom para saber se estava tudo bem com a placenta e o líquido amniótico. Ela falou que ligariam do hospital para agendar. No caminho prá casa ela me liga para dizer que eu poderia induzir o parto a partir de sexta-feira e que já deixaria o hospital de sobre-aviso já que, com indução o parto teria que ocorrer no hospital.

Depois do almoço fomos ao hospital fazer os exames. O monitoramento mostrou que ele estava muito bem, faltava só o ultrassom para podermos ir embora, e aí a coisa começa a degringolar... o exame mostrou que o nível do líquido amniótico estava muito baixo e a partir daí eu já não poderia sair do hospital. Um obstetra foi chamado e pela primeira vez o fator cesárea apareceu e eu deixei bem claro que não concordava com o procedimento, para o desespero da minha mãe que a estas horas quase catou a faca do almoço e abriu minha barriga de uma vez! A midwife quis começar a indução imediatamente para dar mais uma chance ao agora, parto vaginal, e eu e o bebê seríamos monitorados o tempo todo. Eu estava em choque e arrasada! Como assim? Sou uma mulher saudável e fiz tudo o que foi recomendado para me preparar para o parto normal! Como assim não está funcionando?

A primeira tentativa de indução não deu nenhum efeito e na manhã seguinte outra dose de hormônio foi aplicada. A tarde comecei a sentir contrações que rapidamente se aproximaram do padrão 4-1-1 (uma contração que dure um minuto em intervalos de 4 minutos). Eu fiquei por uns 40 minutos caminhando nos corredores do hospital para ajudar na evolução. Quando me cansei, fui para o quarto me sentar um pouco e foi quando comecei a sentir uma contração muuuuito forte que durou 10 minutos... com cinco minutos da contração o Pedro chamou a enfermeira que me levou direto para a sala de monitoramento e quando os aparelhos foram ligados em mim as caras das enfermeiras indicavam que algo não ia nada bem. Foi um tal de aparecer cada vez mais enfermeiras e um corre-corre levando e trazendo relatórios e documentos.

Minha midwife estava por lá e pediu que chamassem o obstetra. Ele chegou, me examinou em proferiu a sentença: "Cesárea de emergência!" E olhou para mim e disse: "Sem negociação". Nunca me senti tão triste na minha vida. Foi a sensação de fracasso mais assoladora que jamais imaginei que poderia sentir um dia. Mas tudo aquilo ali não era sobre mim, mas sobre o Benjamin e ele precisava que eu aceitasse aquela situação.

Em menos de meia hora Benjamin estava nascendo, grande, forte e saudável. Foi o dia mais triste e mais feliz da minha vida. Ainda na sala do parto o médico veio me explicar que a cirurgia tinha salvado a vida do Benjee. A situação interna estava muito pior do que o monitoramento teria demonstrado. Ele estava estressado e teria feito cocô no líquido amniótico e começava a ingerí-lo, o que poderia causar uma infecção muito perigosa para o bebê.

O tão esperado momento da apresentação mãe e filho com o período pele com pele não aconteceu. Benjamin não saiu no prejuízo, pois fez o pelo com pele com o papai Pedro que não largou do menino até que ele pudesse vir para meu colo na sala de recuperação e depois no quarto.

Como já contei, Benjamin nasceu bem grande e a medida que mais chamou a atenção foi a do diâmetro da cabeça (herança paterna, diga-se) de 38cm, sendo que o "normal" seria de 33 a 37. No momento que o médico me deu alta, dois dias depois, ele ainda fez uma brincadeirinha: "Acho que a senhora deve estar aliviada de não ter precisado empurrar uma cabeça desse tamanho!" :) E devo dizer que sim :)

Bem, a sensação pós cesárea, para mim, pode se traduzir em um cenário: é como ser atropelada por um caminhão e algumas horas depois estar apta para cuidar/servir o motorista que te atropelou. Com um corte de quase 15cm aberto abaixo da barriga, vc tem que estar alerta e disposta a amamentar o bebê, isso tudo com uma sonda e com todo cuidado nos movimentos para não forçar os pontos. Um horror. E para piorar, praticamente desaparece a chance de uma possibilidade de parto natural numa segunda gestação, principalmente com meu histórico de não desenvolver o trabalho de parto. Aposto que a Adri, quando ler isso vai dizer: "Segunda getação?" Com um risinho no canto da boca. Sim, Adri, segunda :) O parto em si foi bastante traumático para mim, mas ter o Benjamin conosco tem sido algo maravilhoso, principalmente quando ainda não estou totalmente exausta :)

Devo esclarecer que parei umas três vezes para socorrer o menino enquanto escrevia o post. Nesse momento ele dorme aqui do lado ao som de ondas do mar depois de entrar numa batalha braçal comigo para evitar a soneca. Gente, ele adora que eu cante pra ele, fica hipnotizado me olhando e solta uns grunhidos que para mim soam como sinais de satisfação, mas para derrubar o bichinho de vez nada melhor do que o chiado no ouvidinho, é tiro e queda!

Hora do almoço e eu vou aproveitar para comer antes que ele acorde.

Uma amostra da fofurice:



Grande beijo a todos.

Gra