Thursday, 31 July 2014

Um ano!

Um ano!

Alguém me ajuda a acreditar nisso! Um ano! Meu bebê completa um ano! E que ano!

Um ano que passou voando. Um ano que parecia que não ia acabar nunca. Um ano!

Lembro-me bem das primeiras semanas, quando minha meta era manter a amamentação exclusiva por seis meses. Eu só pensava: "Não vai dar. Não vai dar. Nem fudendo. Não vai dar." Lembro que eu quase desmaiei de cansaço quando perguntei num grupo do Facebook sobre como fazer o bebê dormir um pouco mais e me disseram que só se recomendava tirar as mamadas noturnas a partir de um ano. Não vai dar. Não vai dar.

Um ano no qual vivi o pior e o melhor da minha vida. Os primeiros meses (os 4 ou os 5 ou os 6) foram de matar. Nunca me senti tão miserável. Nunca me senti tão exausta. Nunca precisei tanto de ajuda. Nunca imaginei que o homem com que me casei era tão capaz de me socorrer, de me cuidar, de me dar suporte, de me aguentar. Nunca imaginei que um serzindo tão pequeno e fofo e maravilhoso pudesse ser tão cruel. Nunca pensei que tivesse tantos instintos selvagens de sobrevivência. E tinha. E tenho. E aqui estou. Sobrevivi.

Não só sobrevivi como já morro de saudades. Sim, essa é a hora em que alguém deveria me amarrar e me levar para um hospício. E quero mais! Sim, alguém, agora! Antes que seja tarde!!

E hoje olho para essa criatura linda, meu Ben, e ainda não acredito que fui eu que fiz. Eu fiz, eu gerei, carreguei na minha barriga, nutri por 6 meses exclusivamente do meu leite (na verdade, foram por quase 9 meses, pois ele demorou a querer comer), continuo alimentando-o com esse leite e continuarei pelo tempo que ele quiser e devo dizer que nunca foi tão bom e já morro de medo da hora que ele vai preferir comer algo a mamar.

Gente, e ele já anda. Se acha! Claro que não quer nem dar a mão prá gente. Já contei que agora é ele quem leva o Tuco para passear? Postarei um vídeo assim que der (é o vídeo que coloquei no Facebook).

Hoje foi um dia incrível! Ele acordou com um bom humor inacreditável, como se soubesse que era O dia dele. Os avós estão por aqui para mimá-lo bastante e ele está curtindo cada minuto. Fechamos o dia com chave de ouro com uma sessão de fotos com nossa doula. Estou super ansiosa para ver as fotos. Enquanto isso, deixo um aperitivo aqui para vcs:


E prá você, meu filho querido (prá quem quiser ouvir, clique aqui):

Amor Pra Recomeçar

Frejat

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero
Desejo
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda exista amor
Pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Pra você não deixar
De duvidar
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero
Desejo
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda exista amor
Pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu desejo
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem
Desejo
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda exista amor
Pra recomeçar
Eu desejo
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Pra recomeçar
Pra recomeçar
Pra recomeçar

Beijos,
Gra

Sunday, 13 July 2014

Mais um da série "porque maternar é preciso"

Boa noite gente! Por aqui são quase onze da noite e o calor está começando a dar uma trégua, pois hoje foi digno dos infernos cariocas...

Já, já o Ben me chama para sua mamada, mas quero aproveitar o tempinho corrido, dando um brake no crochet, para falar de uns assuntos que me alcançaram nas últimas semanas e que me deixaram deveras perturbada.

Hoje fiquei sabendo de uma história louca a respeito de uma mulher que deu à luz em Natal/RN e que, numa total e absoluta falta de ética por parte do médico, está sendo massacrada em praça pública com base num relato mais que fantasioso que esse "profissional" publicou no seu perfil do Facebook. Gente, para ser bem sincera, não consegui ler o relato dela até o final, comecei a passar muito mal, nervosa, e suando ainda mais do que deveria nesse calor dos infernos e triste, muito triste por mais um caso de total falta de respeito para com uma mulher num momento tão sensível e importante da sua vida. Quem quiser ver o relato dela, segue o link do blog "A Cientista que virou Mãe" .

Infelizmente, a falta de ética dos profissionais de saúde tem se tornado um lugar comum no que tange a maternidade...

Há umas semanas, uma revista de bobagens, digo, celebridades, postou uma entrevista com uma garota, tardinha, que participava de uma inauguração de uma loja de roupas para fazer um dinheirinho e aproveitou para falar da sua atual e quarta gestação. Não sei dizer quem ela é, não a reconheci pelas fotos, mas deve, de alguma maneira, ser famosa, para estar na tal revista. Pois essa menina, que parece ser muito mais nova que eu e que já estaria indo para o quarto filho, digo, filha, a primeira, estava realmente preocupada em tornar público os preparativos da decoração do quarto e enxoval da nova bebê. Até aí, tirando os exageros, tudo normal. Eis que a mulher começa a relatar, então, algo a respeito da importância do signo da criança e aí é que vem a pérola: o segundo filho dessa mulher, nasceu prematuro, tendo que ficar internado numa UTI porque ela decidiu que o filho deveria nascer logo para evitar que fosse de um signo tal do qual ela não simpatizava. Sim. Foi isso. Ela pediu para a/o "profissional da saúde" que a atendia para marcar uma cesárea um mês antes da hora para evitar que a criança resolvesse nascer durante um mês não favorável de acordo com o zodíaco. Claro que deu dó, não só do bebê, mas dela também, claro. Algumas críticas a ela que, na própria entrevista, diz preferir ser chamada de louca do que ser infeliz. Ótimo. Ela tem um ponto a defender. Mas a minha pergunta é: e esse "profissional da saúde"? Gente, ela não passa de uma menina mimada, sem cabeça, que saiu tendo filho sem nenhum preparo e tala, mas e esse "profissional" que estudou anos, que fez um juramento dizendo defender a saúde, que conhece todos os perigos de um procedimento desses para o bebê e mesmo assim aceitou fazer a palhaçada? Só vi críticas à mãe, ninguém questionou a conduta do "profissional"...

O que sinto mesmo, de um modo geral, é que as mulheres são as primeiras a cair matando encima de mulheres que passam por situações como essas, quando deveria ser o contrário! Só uma mulher que pariu sabe dizer o que é isso! Só quem pari é capaz de chegar perto de um entendimento do processo pelo qual a outra mulher na mesma situação está passando ou já passou! Mas cadê as mulheres para se apoiarem?

Eu mesma tenho uma pessoa muito perto de mim, mulher, mãe, profissional e tudo o mais, que é absolutamente contra a licença maternidade. Oh, yes! Acha um absurdo o pobre do empregador arcar com o afastamento da empregada/mulher/mãe SÓ PORQUE ela teve um filho! E que se foda toda a humanidade, claro, o que, pelas últimas notícias que tenho conseguido acompanhar, é um processo que vai de mal a pior. Deixar um mundo melhor para os filhos? TEMOS É QUE FAZER FILHOS MELHORES PARA O MUNDO! E isso só é possível com uma maternidade consciente! Com a assistência próxima da mãe! E que pena que não vivemos num mundo perfeito onde a decisão de estar perto ou não possa ser tomada pela mãe/família sem a pressão da grana que é algo absolutamente necessário para se viver...

Durmam com um barulho desses!

Tenham uma boa semana.

Graciana